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25 de novembro de 2016

O Segredo de uma Vida de Oração por E. M. Bounds

Os grandes mestres da doutrina cristã têm encontrado sempre na oração a fonte mais elevada de iluminação. Diz-se do Bispo Andrews, para não passar dos limites da Igreja Anglicana, que ele empregava em geral cinco horas diariamente na oração e devoção. Tem-se chegado às maiores resoluções práticas, aos quais têm enriquecido e aformoseado a vida humana nos tempos cristãos, por meio da oração. (Cannon Liddon)

Ainda que muitas orações privadas por sua própria natureza devam ser curtas; ainda que as orações públicas, comumente, devam ser curtas e condensadas; embora haja lugar e valor na oração breve, contudo, em nossa comunhão privada com Deus, o tempo tem um valor essencial. Muito tempo passado com Deus é o segredo da oração eficaz.

A oração, que é sentida como uma força poderosa, é o produto mediato ou imediato de largas horas passadas com Deus. As nossas orações curtas devem seu ponto de apoio e eficiência às orações extensas que as precederam. Uma oração curta não pode ser eficaz se o que a faz não tem tido uma luta contínua com Deus. A vitória da fé de Jacó não poderia ter sido alcançada sem aquela noite de luta. A intimidade com Deus não se faz às pressas. Ele não concede Seus dons aos que vêm e vão fortuitos e apressados. Demorar-se sozinho com Deus é o segredo para alguém conhecê-LO e ter influência junto a Ele. Ele cede à persistência de uma fé que O conhece. Cede as suas mais ricas dádivas àqueles que declaram seu desejo e sua apreciação por elas pela constância e sinceridade de sua importunação.

Cristo, que nisso como em tudo é nosso Modelo, passou noites inteiras em oração. Seu costume era orar muito. Ele tinha um lugar habitual para orar. Largos períodos de tempo em oração formaram sua história e seu caráter. Paulo orava dia e noite. Daniel, no meio de importantes ocupações, orava três vezes ao dia. As orações de Davi de manhã, ao meio-dia e à noite eram indubitavelmente mui prolongadas em muitas ocasiões. Ainda que não saibamos exatamente o tempo que estes santos da Bíblia passaram em oração, temos indicações de que dedicaram boa parte dele, e, em algumas ocasiões, era do seu costume empregar longos períodos da manhã.

Não queremos afirmar que o valor das orações foi medido pela duração, mas nosso propósito é imprimir em nossas mentes a necessidade de permanecer em comunhão com Deus; se em nossa fé não se nota essa característica, ela é vazia e superficial.
Aqueles que manifestaram de maneira mais perfeita possível a Cristo através de seu caráter, e têm afetado mais poderosamente o mundo a Seu favor, são os homens que gastaram muito tempo com Deus, até que isso se tornou uma das características mais salientes de suas vidas. Charles Simeon dedicava a Deus as horas de quatro às oito horas da manhã. John Wesley passava duas horas diárias em oração. Ele começava às quatro horas da manhã. Uma pessoa, que o conhecia bem, dele escreveu: "Ele julgava que a oração era o trabalho mais importante que havia. E o vi sair do lugar de recolhimento com uma serenidade no rosto que brilhava". John Fletcher impregnou as paredes do seu quarto com o hálito de suas orações. Algumas vezes passava a noite inteira em oração; sempre, freqüentemente e com grande fervor. Toda a sua vida foi uma vida de oração. "Não queria levantar-me da cadeira" – dizia – "sem elevar o meu coração a Deus". Sua saudação a um amigo era: "O senhor está orando?" Lutero disse: "Se eu deixar de empregar duas horas em oração todas as manhãs, o diabo terá vitória o dia inteiro. E tenho tanto trabalho que não posso realizá-lo sem gastar três horas diariamente em oração". Seu lema era: "Aquele que orou bem, estudou bem".

O Arcebispo Leighton acostumava estar tanto tempo a sós com Deus que sempre parecia encontrar-se em meditação perpétua. "A oração e adoração constituíam sua ocupação e prazer", disse seu biógrafo. O Bispo Ken passava tanto tempo com Deus a ponto de dizer-se que a sua alma estava enamorada do Senhor. Estava na presença do Altíssimo antes do relógio assinalar três da manhã. O Bispo Asbury disse: "Propus-me a levantar às quatro horas da madrugada tanto quanto possível e gastar duas horas em oração e meditação". Samuel Rutherford, cuja fragrância de piedade ainda se faz sentir, levantava-se às três horas da manhã para encontrar-se com Deus em oração. Joseph Alleine levantava-se às quatro da manhã para a sua tarefa de oração, permanecendo até às oito. Se ouvia que outros negociantes começavam seu trabalho antes dele se levantar, exclamava: "Oh, como isso me envergonha!; não deveria o meu Senhor merecer mais do que os senhores deles?" Aquele que aprendeu a orar tem livre acesso ao Banco do céu, donde saca aquilo que necessita.

Um dos mais santos e mais dotados de dons celestiais dentre os pregadores escoceses disse: "Meu dever é passar as melhores horas em comunhão com Deus. Não posso deixar de lado o meu mais nobre e eficiente emprego. Emprego as primeiras horas da manhã, das seis às oito, porque durante elas não há nenhuma interrupção. A minha melhor hora, a hora logo após o chá, dedico somente a Deus. Não descuido o bom hábito de orar antes de deitar, porém devo prevenir-me contra o sono. Quando desperto durante a noite, devo levantar-me e orar. Após o café da manhã, dedico alguns momentos à intercessão". Este era o plano de oração de Robert Murray McCheyne.


A famosa sociedade de oração metodista nos envergonha: "Das cinco às seis da manhã e das cinco às seis da tarde, oração privada".
John Wech, o santo e maravilhoso pregador escocês, considerava perdido o dia se não orava de oito a dez horas. Ele preparava o "robe de chambre" para usá-lo quando acordava à noite e orava. A sua esposa queixava-se dele quando o encontrava chorando prostrado no assoalho. Ele lhe replicava: "Oh, mulher, tenho que responder por três mil almas diante de Deus! E eu não sei quantos dentre eles têm a certeza da salvação".

8 de outubro de 2016

Jesus Cristo é vivo e real. Em breve voltará!


Desde a queda do homem no jardim do Éden, Deus já havia prometido a vinda do Messias (Gn 3:15). A única solução para vencer o pecado era o Cordeiro de Deus sendo morto, e esse mesmo Cordeiro pagava a dádiva de comprar a raça humana com um preço altíssimo. Foi cumprida a promessa, o Messias veio, o nome dEle: Jesus.

Jesus foi o cumprimento da promessa dada lá no Éden, Jesus deixou as glórias do céu e veio como um bebê indefeso, cresceu em meio a raça humana pecadora que mais na frente o chamaria de blasfemador e que mais tarde crucificaria o Salvador. Fazendo um resumo, Jesus foi morto em uma cruz, dando Sua vida em favor de nós pecadores. Ao terceiro dia ressuscitou e depois de 40 dias aqui na Terra, retornou para o céu. Hoje, Ele se encontra no santuário celestial, intercedendo por nós, sendo nosso Advogado Fiel e Justo.

Antes de Jesus subir para o céu, Ele nos fez uma promessa que retornaria outra vez, e que na Casa do Seu Pai há muitas moradas. Que promessa maravilhosa, Jesus está dizendo que quer te ver no céu. Não sabemos a data do Seu retorno, mas sabemos que virá mui breve.

Quando Cristo retornar todos verão virá com poder e grande glória. Termino com a maior promessa que a Bíblia nos apresenta, onde seu cumprimento será quando estivermos indo para a Eternidade na Nova Terra. "E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras passaram." (Ap 21:4). 

Que Deus te abençoe! 


5 de outubro de 2016

Jesus no Getsêmani


Jesus não mediu esforços em enfrentar o Getsêmani. Ele não olhou para si mesmo, olhou para mim e você. Esse foi o motivo para continuar e enfrentar aquela terrível angústia e tristeza que parecia não ter fim. Jesus por você tudo suportou, se entregou sem ao menos dizer uma palavra sequer.

Quão grande amor teve para conosco, a ponto de dar Sua própria vida por nós pecadores. Embora que vendendo Jesus (foi o caso de Judas) Jesus estava disposto a perdoá-lo, mas o mesmo não quis o perdão. Embora negando Jesus (foi o caso de Pedro) Jesus estava disposto a perdoá-lo, e Pedro aceitou o perdão.

E nós, embora dizendo não a Ele, magoando, negando, fazendo-o chorar, Ele continua nos amando da mesma forma. Quando Jesus morreu por nós naquela cruz, não foram os pregos nas suas mãos e nem os pregos nos seus pés nem ao menos aquelas terríveis chicotadas que arrancavam sua pele, não foi isso que matou Jesus, foi a multidão dos nossos pecados que feriu o Salvador.

Mas, quando Ele estava na cruz, Ele só pensou no amor que Ele tem por você, naquela cruz, Ele se entregou acreditando que você pode se tornar também um vencedor. Agora entendo as seguintes palavras:

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16).

E termino dizendo: Obrigado Senhor por tudo!


1 de outubro de 2016

A oração de Neemias - Baseada em Neemias 1


Ao saber que aqueles que não foram levados para o exílio estavam vivendo em grande miséria e desprezo; e que Jerusalém está toda devastada, Neemias chora diante de Deus e resolve dedicar ao jejum e a intercessão (oração).
Neemias inicia a oração reconhecendo a soberania de Deus. "Deus dos céus"; "grande e temível"; "misericordioso"; essas foi as palavras que Neemias usou para iniciar sua oração.
Mais adiante, Neemias tem a certeza que Deus ouve a oração do servo. Neemias perseverava em oração "dia e noite" pelo povo, confessava tanto seus pecados quanto do povo. E mais, reconhecendo sempre que é um pecador.
Na oração que fizeste a Deus, Neemias reconhece sua condição de falho.
Ele encerra a oração pedindo a Deus que ouve sua súplica e também de todos aqueles que temem a Deus.


"A oração é a respiração da alma." 
Por Iago Sales


23 de setembro de 2016

Apocalipse – Capítulo 21


1  E VI um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.
2  E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido.
3  E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus.
4  E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.
5  E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis.
6  E disse-me mais: Está cumprido. Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida.
7  Quem vencer, herdará todas as coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho.
8  Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte.
9  E veio a mim um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro.
10  E levou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu.
11  E tinha a glória de Deus; e a sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente.
12  E tinha um grande e alto muro com doze portas, e nas portas doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel.
13  Do lado do levante tinha três portas, do lado do norte, três portas, do lado do sul, três portas, do lado do poente, três portas.
14  E o muro da cidade tinha doze fundamentos, e neles os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.
15  E aquele que falava comigo tinha uma cana de ouro, para medir a cidade, e as suas portas, e o seu muro.
16  E a cidade estava situada em quadrado; e o seu comprimento era tanto como a sua largura. E mediu a cidade com a cana até doze mil estádios; e o seu comprimento, largura e altura eram iguais.
17  E mediu o seu muro, de cento e quarenta e quatro côvados, conforme a medida de homem, que é a de um anjo.
18  E a construção do seu muro era de jaspe, e a cidade de ouro puro, semelhante a vidro puro.
19  E os fundamentos do muro da cidade estavam adornados de toda a pedra preciosa. O primeiro fundamento era jaspe; o segundo, safira; o terceiro, calcedônia; o quarto, esmeralda;
20  O quinto, sardônica; o sexto, sárdio; o sétimo, crisólito; o oitavo, berilo; o nono, topázio; o décimo, crisópraso; o undécimo, jacinto; o duodécimo, ametista.
21  E as doze portas eram doze pérolas; cada uma das portas era uma pérola; e a praça da cidade de ouro puro, como vidro transparente.
22  E nela não vi templo, porque o seu templo é o Senhor Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro.
23  E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada.
24  E as nações dos salvos andarão à sua luz; e os reis da terra trarão para ela a sua glória e honra.
25  E as suas portas não se fecharão de dia, porque ali não haverá noite.
26  E a ela trarão a glória e honra das nações.
27  E não entrará nela coisa alguma que contamine, e cometa abominação e mentira; mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.

(Versão JFA Corrigida, Fiel ao texto original)

22 de setembro de 2016

John Hyde - O homem que orava

(1865-1912)
   John Hyde foi um grande homem usado por Deus. Boa parte de sua vida se dedicou ao ministério da oração. Literalmente viveu uma vida de renúncia do eu, onde vencia as maiores batalhas no quarto de ORAÇÃO.
Abaixo teremos uma pequena parte do livro O HOMEM QUE ORAVA.


DÁ-ME ALMAS OU MORREREI

No Tabernáculo de Moisés havia um compartimento tão sagrado que só um homem, entre todos os milhares de Israel, podia nele entrar e somente durante um dia de todo o ano. Esse compartimento era o Santo dos Santos. O lugar onde João Hyde se encontrava com Deus era, também, terra santa. As cenas da sua vida são demasiadamente sagradas para os olhos comuns e hesito em relatá-las aqui. Mas ao lembrar-me de Jacó no vale de Jaboque, de Elias no Carmelo, de Paulo em agonia espiritual por Israel e, especialmente, do querido Mestre no jardim, então sinto que estou dirigido pelo Espírito
de Deus para relatar as experiências desse homem de Deus, para admoestação e inspiração! Deus permita que assim seja para milhares de pessoas! Coloquemo-nos, pois, ao lado do quarto de oração de João Hyde, onde nos é permitido ouvir os suspiros, sentir os gemidos e contemplar o querido rosto, banhado, repetidamente, de lágrimas! É aí que podemos mirar o corpo enfraquecido depois dos dias que passara sem comer e as noites sem dormir. É aí, que, entre soluços, o ouvimos implorar com insistência: "Ó Deus, dá-me almas ou morrerei!" Foi da seguinte maneira que João Hyde foi levado a trabalhar no estrangeiro: Seu irmão mais velho, Edmundo, estava no seminário estudando para pregar e era também um estudante voluntário preparando-se para o trabalho no estrangeiro. Durante as férias de verão, Edmundo estava ocupado na obra missionária da Escola Dominical no Estado de Montana. Foi então atacado pela febre. O médico aconselhou-o a voltar imediatamente para casa, no
Estado de Illinois. Iniciou a viagem, tendo a passagem e as instruções (para que os condutores o ajudassem) presas à lapela do paletó. Delirou no trem, mas chegou ao seu destino. Depois de alguns dias faleceu. João, já resolvido a pregar, ficou profundamente impressionado com a morte do irmão. Haveria uma vaga nas fileiras para o campo estrangeiro, e ele sentiu que Deus o dirigia a preenchê-la. A decisão final foi tomada só no fim do ano seguinte, quando concluiu o curso. Certo sábado, à noite, João foi ao quarto de um colega e pediu-lhe que apresentasse todos os argumentos que pudesse sobre o trabalho missionário no estrangeiro. O estudante retrucou que não era de argumentos que ele carecia, mas devia ir para o quarto, prostrar-se de joelhos e permanecer perante Deus até resolver o problema em definitivo. Na manhã seguinte, no culto, João disse ao colega: "Estou resolvido". E o brilho de seu rosto era suficiente para saber qual era a decisão! As profundezas do grande mar, as enormes vagas, os
dias seguidos de água, água, somente água, os pés afastados da querida pátria e ainda não firmados na pátria nova - todas essas coisas o levaram a meditar profundamente. Para João, essa viagem, no outono de 1892, foi um tempo de exame próprio e oração. Recebeu uma carta, à qual se referiu depois em certa publicação na índia, com as seguintes palavras: "Meu pai tinha um amigo que desejava ardente-mente ser missionário no estrangeiro, mas não lhe foi permitido ir. Esse homem escreveu-me uma carta e eu a recebi ainda no navio. Recebi-a algumas horas depois de sairmos do porto de Nova Iorque. O amigo insistia, na carta, em que eu buscasse o batismo com o Espírito Santo como a habilitação essencial na obra missionária. Irritado ao acabar de ler a carta, amassei-a e joguei-a no convés. "Esse amigo”, arrazoava João Hyde, "acha que eu não recebi o batismo com o Espírito? Pensa que vou à índia sem munir-me dessa arma? Eu estava aborrecido. Mas por fim, com mais juízo, apanhei
novamente a carta e a li de novo. Reconheci então que eu carecia de algo que ainda não havia recebido. O resultado foi que, durante o resto da viagem, me entreguei inteiramente à oração, para que fosse, de fato, cheio do Espírito e soubesse, por uma experiência autêntica, o que Jesus queria dar a entender quando disse: 'Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia e Samaria, e até as extremidades da terra'“ (Atos 1.8). A essas orações a bordo do navio houve, por fim, maravilhosa resposta.



3 de setembro de 2016

Jesus Desce com Poder e Glória



Surge logo no Oriente uma pequena nuvem negra, aproximadamente da metade do tamanho da mão de um homem. É a nuvem que rodeia o Salvador, e que, a distância, parece estar envolta em trevas. O povo de Deus sabe ser esse o sinal do Filho do homem. Em solene silêncio fitam-na enquanto se aproxima da Terra, mais e mais brilhante e gloriosa, até se tornar grande nuvem branca, mostrando na base uma glória semelhante ao fogo consumidor e encimada pelo arco-íris do concerto. Jesus, na nuvem, avança como poderoso vencedor. ...
Com antífonas de melodia celestial, os santos anjos, em vasta e inumerável multidão, acompanham-nO em Seu avanço. O firmamento parece repleto de formas radiantes - milhares de milhares, milhões de milhões. Nenhuma pena humana pode descrever esta cena, mente alguma mortal é apta para conceber seu esplendor. ...
O Rei dos reis desce sobre a nuvem, envolto em fogo chamejante. Os céus enrolam-se como um pergaminho, e a Terra treme diante dEle, e todas as montanhas e ilhas se movem de seu lugar. 
Ellen White, O Grande Conflito, págs. 640-642. Pág. 275


29 de agosto de 2016

O Passado Não Pode Te Aprisionar

“Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão” (Filipenses 3:13).


             Nós temos a tendência de pensar no passado, nas coisas que fizemos. Uma das armas que o inimigo usa contra os filhos de Deus é justamente isso, ele (o inimigo) usa o nosso passado contra nós. Precisamos está ligado à Deus, para que quando o inimigo vier nos tentar, estaremos fortes em Deus.
            O segredo para vencermos está em Deus, Ele é nossa fortaleza, onde podemos confiar de todo o nosso coração. Esquecer o passado, esquecer os erros, é uma tarefa difícil, mas quando entregamos todo o nosso caminho à Deus e confiamos de coração, Ele nos ajudará.
            A Bíblia em I João 1:9 nos diz: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” A Palavra de Deus é clara, Deus perdoa os nossos pecados. Uma das ideias que o inimigo quer colocar em nossa cabeça é de que Deus não perdoa o pecador arrependido. Mas quando chegamos com fé e confessamos os nossos pecados, a Bíblia mesmo nos diz que Ele é fiel e justo para nos perdoar e purificar.
            Que bom, que maravilha, temos um Deus grande em misericórdia, que apaga as nossas transgressões, que muda e transforma à nossa vida. Amigos, não olhe para trás, olhe para frente, para o Autor e consumador da nossa fé (ver Hebreus 12:2). A misericórdia de Deus se renova a cada manhã e são a causa de não sermos consumidos (ver Lamentações 3:22-23).
            O apóstolo Paulo nos dá a receita para vencermos na vida, uma receita que ele mesmo praticava, esquecer as coisas que para trás ficam e avançar para frente. Na vida nada é fácil, mas uma coisa você tem que lutar, por mais que venham provações, lutas e sofrimentos, você tem que avançar. Deus sabe cada lágrima que você derramou, às vezes pensa que Deus te abandonou, mas Ele está presente em todos os locais, lembre-se, Deus é Onisciente, Onipotente e Onipresente, ou seja, Ele sabe de tudo, Ele tem poder, Ele está presente em todos os locais.
            O segredo da vitória é está intimamente ligado à Deus, Ele é a videira, nós os ramos. Precisamos a cada dia está aos pés do Salvador, só assim estaremos fortes para vencermos o maligno. Amigos, o passado não pode te aprisionar. Não deixe o passado te aprisionar, faça como o apóstolo Paulo, seja prisioneiro, não do pecado, mas seja prisioneiro de Cristo, ou seja, esteja ligado a Ele todos os momentos.
            Deus deseja que todos nós venhamos até o trono da graça, arrependemos verdadeiramente. O verdadeiro arrependimento é a tristeza pelos pecados e uma mudança de atitudes. Assim, quando estivermos dispostos a chegar à Deus e confiar, pela fé, que Deus tem todo o poder e é capaz de apagar todas as minhas transgressões. Hoje é o dia da entrega total à Deus, amanhã pode ser muito tarde. Deus te deu mais um dia de vida, foi para eu e você entregarmos verdadeiramente a nossa vida.

            Deus oferece perdão para todos, a graça é para todos, hoje é o dia da salvação. Deus nos convida a entregarmos nossa vida à Ele. O Salvador da humanidade deseja o nosso coração. Quando buscamos a Ele de coração, com certeza O encontramos.
por Iago Sales



25 de abril de 2016

Como se Cada Dia Fosse o Último

Devemos vigiar e trabalhar e orar como se este fosse o último dia que nos fosse concedido. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 60.
Nossa única segurança está em realizar o nosso trabalho para cada dia como ele se apresenta, labutando, vigiando, esperando, confiando em todas as ocasiões na força dAquele que esteve morto, mas reviveu e está vivo para todo o sempre. Carta 66, 1894.
Cada manhã consagrai-vos e vossos filhos a Deus, para esse dia. Não façais cálculos para meses ou anos; eles vos não pertencem. Um curto dia é o que vos é dado. Como se fosse esse vosso último dia na Terra, trabalhai para o Mestre durante as suas horas. Deponde perante Deus todos os vossos planos, para serem executados ou rejeitados, conforme o indique a Sua providência. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 93.

30 de março de 2016

Huss morre na fogueira

John Huss


Foi então entregue às autoridades seculares, e levado fora ao lugar de execução. Imenso séquito o acompanhou: centenas de homens em armas, padres e bispos em seus custosos trajes e os habitantes de Constança. Quando estava atado ao poste, e tudo pronto para acender-se o fogo, o mártir uma vez mais foi exortado a salvar-se renunciando aos seus erros. "A que erros", diz Huss, "renunciarei eu? Não me julgo culpado de nenhum. Invoco a Deus para testemunhar que tudo que escrevi e preguei assim foi feito com o fim de livrar almas do pecado e perdição; e, portanto muito alegremente confirmarei com meu sangue a verdade que escrevi e preguei." - Wylie. 

Quando as chamas começaram a envolvê-lo, pôs-se a cantar: "Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim", e assim continuou até que sua voz silenciou para sempre.
Mesmo os inimigos ficaram tocados com seu procedimento heróico. Um zeloso adepto de Roma, descrevendo o martírio de Huss, e de Jerônimo que morreu logo depois, disse: "Ambosse portaram com firmeza de ânimo quando se lhes aproximou a última hora. Prepararam-se para o fogo como se fosse a uma festa de casamento. Não soltaram nenhum grito de dor. Ao levantarem-se as chamas, começaram a cantar hinos, e mal podia a veemência do fogo fazer silenciar o seu canto." - Wylie.
 
Depois de completamente consumido o corpo de Huss, suas cinzas, e a terra em que repousavam, foram ajuntadas e lançadas no Reno, e assim levadas para além do oceano. Seus perseguidores em vão imaginavam ter desarraigado as verdades que pregara. Dificilmente se dariam conta de que as cinzas naquele dia levadas para o mar deveriam ser qual semente espalhada em todos os países da Terra; de que em terras ainda desconhecidas produziriam fruto abundante em testemunho da verdade. A voz que falara no recinto do concílio em Constança, despertara ecos que seriam ouvidos através de todas as eras vindouras. Huss já não mais existia, mas as verdades por que morrera, não pereceriam jamais. 

Seu exemplo de fé e constância animaria multidões a permanecerem firmes pela verdade, em face da tortura e da morte. Sua execução patenteou ao mundo inteiro a pérfida crueldade de Roma. Os inimigos da verdade, posto não o soubessem, haviam estado a adiantar a causa que eles em vão procuraram destruir.

Ellen White, O Grande Conflito, pág. 110.